Juíza federal recebe Comissão da Mulher da OAB para apresentação do protocolo Cida
Protocolo foi apresentado por representantes de comissões da OAB/AL
Crédito da foto: Secom JFAL
A juíza federal Aline Soares Lucena Carnaúba, coordenadora do Grupo de Apoio e Assistência às Magistradas e Servidoras em Situação de Violência Doméstica e Familiar, GAMS, recebeu, nesta segunda-feira, 27, a Comissão da Mulher da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/AL). O encontro serviu para apresentação do protocolo Cida, Caminhos Integrados de Defesa e Acolhimento. A iniciativa é desenvolvida em parceria com a Associação das Mulheres Advogadas de Alagoas (Amada) e tem como objetivo implementar uma rede de proteção e acolhimento a advogadas vítimas de violência doméstica e familiar.
Durante a reunião, as integrantes da comissão detalharam as diretrizes do protocolo, com destaque para a necessidade de oferecer suporte especializado para profissionais que, mesmo conhecendo a lei, podem enfrentar dificuldades em denunciar e se proteger devido a barreiras culturais e profissionais. O protocolo está sendo integrado a diversas instituições para garantir que as advogadas recebam o suporte necessário de forma rápida e eficiente.
Juíza federal Aline Carnaúba destaca o diálogo institucional com a adesão da JFAL ao protocolo Cida
Crédito da foto: Secom JFAL
Diálogo institucional
A juíza Aline Carnaúba ressalta a relevância do diálogo institucional e da construção conjunta de iniciativas que contribuam para uma atuação judicial mais sensível às questões de gênero. “Recebemos o documento e haverá o momento de adesão a ele, em data a ser definida. De antemão, a Justiça Federal em Alagoas, através do GAMS, demonstra o apoio necessário à iniciativa”, explica a magistrada. O encontro reforça o compromisso da JFAL e da OAB com a promoção da igualdade, da dignidade e da proteção às mulheres.
Participaram da reunião, realizada no gabinete da magistrada, as advogadas Érika Freire, da Comissão Nacional da Mulher Advogada e da Amada; Karol Toledo e Juliana Naiara, da Comissão da Mulher da OAB/AL e Rhayssa Oliveira, da Ouvidoria. O nome Cida é uma homenagem a Maria Aparecida, advogada e defensora de prerrogativas, vítima de feminicídio em Alagoas, motivo pelo qual passou a simbolizar a luta contra o silêncio.

