5ª Triagem Diagnóstica de Autismo na Justiça Federal atende 70 famílias neste sábado
Famílias que preencheram a ficha de cadastro e foram selecionadas chegaram cedo para a triagem diagnóstica, no sábado pela manhã
Crédito da foto: Secom JFAL
A Triagem Diagnóstica de Autismo, realizada desde 2022 pela Comissão de Acessibilidade e Inclusão (CAI) da Justiça Federal em Alagoas (JFAL), chega à 5ª edição consolidada. Realizada neste sábado, 25, no prédio da instituição, a iniciativa conseguiu ampliar o número de atendimentos. De acordo com o presidente da CAI, juiz federal Felini Wanderley, 70 famílias foram atendidas, divididas por dez médicos neuropediatras e psiquiatras infantis, no período das 9h às 13h. O maior número de famílias atendidas, dentre todas as triagens realizadas. Desde o primeiro ano da ação, quase 300 famílias foram contempladas na ação da JFAL.
Espaço para crianças foi reservado para recepcionar os pequenos, enquanto familiares aguardavam a ordem de chamada
Crédito da foto: Secom JFAL
O atendimento, feito a famílias comprovadamente carentes, inscritas no CadÚnico, principal ferramenta para acessar programas sociais federais, estaduais e municipais. Além disso, a seleção também levou em conta o fato de a família não ter cobertura de plano de saúde, outro critério para atestar a condição social. A Triagem Diagnóstica de Autismo tem como objetivo principal reduzir a fila de famílias que chegam a passar anos em busca do laudo médico que comprove a condição de autista da criança.
O presidente da CAI, juiz federal Felini Wanderley, ressalta que, quanto mais cedo houver o diagnóstico médico, maiores são as chances de eficiência no tratamento do autismo. “É uma ação que foge da atividade-fim da Justiça Federal, mas tem o caráter social”, explica ele. O magistrado destaca a tranquilidade nos atendimentos, durante o sábado. “Tudo transcorreu com serenidade, a maioria dos diagnósticos foi de resultados positivos para autismo e o momento é de agradecimento aos parceiros e a todos os participantes dessa iniciativa”, conclui o presidente da Comissão de Acessibilidade da JFAL.
Algumas das famílias atendidas receberam apoio psicológico
Crédito da foto: Secom JFAL
Na edição deste ano, a ação contou com uma sala sensorial da Clínica Ciclos, montada para oferecer um ambiente seguro e controlado, projetado para reduzir a sobrecarga sensorial, aliviar a ansiedade e permitir a regulação emocional. A ação social só acontece devido a ajuda de diversos parceiros, a começar pelos médicos especialistas, a exemplo do neuropediatra Flávio Santana. “Participo pela primeira vez e parabenizo a iniciativa e a organização da Justiça Federal nesse projeto”, avalia. Quem também apoia o projeto é a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/AL). A secretária-geral Any Ayres considera o evento bastante significativo.
Para ela, trata-se de um direito das pessoas que precisam do atendimento. “A OAB participa e apoia essa ação, por ter o caráter inclusivo. E identificar é incluir e incluir é modificar vidas. É um evento de extrema importância e nós seremos, sempre, parceiros da Justiça Federal na realização dessa triagem diagnóstica de autismo”, garante Any. Membros das comissões da Pessoa com Deficiência; Ouvidoria da Mulher e a de Direito Previdenciário da OAB participaram da ação.
Inscrições logo que souberam
Ana Paula Soares tomou conhecimento da ação da JFAL em matéria jornalística na TV. Assim que soube da iniciativa, procurou fazer a inscrição, com vistas a garantir o atendimento para o filho Cristian, de 5 anos, terceiro de um total de cinco. “Comecei a observar alguns comportamentos que me chamaram a atenção nele e, por isso, assim que vi a notícia na TV, fiz a inscrição”, revela. Quésia Raquel Ramos, mãe da Ana Alice, de 3 anos, soube através das redes sociais. “Estava precisando muito desse atendimento, desde quando ela tinha 1 ano de idade. Caso seja o laudo positivo, quero buscar o amparo necessário para garantir uma melhor qualidade de vida para ela”, explica Quésia, mãe de outras duas crianças.
A líder do quilombo Santa Luzia, no município de Santa Luzia do Norte, Marineide Silvestre da Silva, conseguiu reunir seis famílias necessitadas do atendimento. “Na nossa comunidade, vemos o aumento do número de casos de famílias com filhos característicos de autismo. Então, assim que soubemos do início das inscrições, reunimos algumas delas, verificamos aquelas mais necessitadas e providenciamos o preenchimento do formulário disponibilizado nas redes sociais da Justiça Federal, para que elas estejam aqui”, explica Marineide, mais conhecida como Tóta.
Médicos foram essenciais para a realização da triagem diagnóstica de autismo
Crédito da foto: Secom JFAL
A 5ª Triagem Diagnóstica de Autismo contou com apoio de médicos neuropediatras e psiquiatras infantis; neuropsicólogos; Assejufe; Governo do Estado; Prefeitura de Maceió; Sindicato dos Advogados (Sindav); Cesmac; clínicas Integração; Ciclos e Instituto NeuroDesenvolve e Illa Sorvetes, além da OAB e a participação dos servidores, terceirizados e estagiários da JFAL.

